O Museu

ODC — Cultura, Patrimônio e Memória

ODC — Cultura, Patrimônio e Memória é um museu dedicado à preservação, à difusão, à pesquisa e à experiência cultural da memória da capoeira como patrimônio vivo afro-brasileiro, construído a partir de quase 50 anos de coleta, cuidado e guarda de Mestre Ray.

O projeto nasce para organizar, contextualizar e disponibilizar, de maneira pública e responsável, coleções históricas e contemporâneas relacionadas a mestres, comunidades, rodas, musicalidade, documentos, objetos, eventos e trajetórias da capoeira no Brasil e no mundo.

Nasce também de uma convicção cultivada por Mestre Ray desde o início de sua trajetória: entender a origem e o significado das práticas é o que diferencia quem apenas pratica de quem realmente conhece. Com a capoeira, esse entendimento se tornou missão. Livros seminais, vinis raros, vídeos, fotografias e documentos guardados com esse espírito constituem hoje um patrimônio histórico e cultural de valor inestimável.

Este museu é público e aberto: para capoeiristas e não capoeiristas, pesquisadores e curiosos, crianças e adultos. Suas coleções existem para amparar todas as pessoas que têm fome e sede de saber sobre a cultura ancestral da capoeira.

“O acervo vem para amparar aqueles que têm fome e sede do saber sobre a cultura ancestral da capoeira.”

Sobre o Grupo Internacional Oficina da Capoeira

O Museu ODC — Cultura, Patrimônio e Memória nasce do Grupo Internacional Oficina da Capoeira (ODC), criado em 1996 por Mestre Ray, em Belo Horizonte, com uma convicção que atravessa toda a sua trajetória: a capoeira é muito mais do que uma prática corporal. É uma forma de educar, preservar identidades e manter viva uma cultura historicamente silenciada.

Ao longo de três décadas, o grupo consolidou uma presença que vai além de Minas Gerais, com mestres e professores atuando em mais de 30 municípios mineiros e em países da Europa, África, América Latina e nos Estados Unidos. É uma rede construída pelo trabalho contínuo de formação, transmissão e difusão da capoeira.

Esse percurso é reconhecido institucionalmente: o Grupo ODC é certificado como Ponto de Cultura pelo Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, registrado como museu junto ao IBRAM e cadastrado na SECULT-MG. Cada reconhecimento resulta de um trabalho que já existia muito antes das certificações e que agora ganha mais uma forma pública com este museu.

As coleções preservadas pela ODC carregam a memória de comunidades periféricas, de mestres cujas trajetórias raramente chegaram aos arquivos oficiais e de uma cultura que sobreviveu ao apagamento pela força da oralidade e da transmissão direta. Tornar essa memória acessível é o que move o museu e o que o grupo nunca deixou de fazer, mesmo antes de se chamar museu.

A expressão “O passado não é aquilo que passou. É aquilo que ficou do que passou” é apresentada na plataforma com atribuição: expressão inspirada em Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde), crítico e escritor brasileiro (1893–1983).

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