Exposição

A Roda Continua

Tipo Exposição digital permanente

Em toda roda, o berimbau um dia desce e o círculo se desfaz. Aqui não: a palma segue, o canto ecoa, a roda continua viva há 30 anos.

Em 1996, o Mestre Ray abriu uma roda diferente: um ponto de encontro neutro, onde a capoeira inteira, suas linhagens, seus mestres, suas comunidades, pudesse se encontrar, se mostrar e se renovar sem perder o que é. Deu a ela o nome de Festival Internacional de Capoeira, FIC. Trinta anos depois, essa roda continua aberta: cresceu, atravessou fronteiras, trouxe mestres e praticantes de todos os continentes ao solo mineiro e entrou por portas que a capoeira, um dia perseguida, jamais imaginou cruzar: o Palácio da Liberdade, o Teatro Francisco Nunes.

“Jogar sem bandeira, aprender sem barreira.”

O que você encontra nesta exposição é o rastro de uma roda de trinta anos: vídeos que guardam o movimento, o ritmo e a voz, cartazes e programações que mostram o festival crescendo a cada edição e os nomes que por ela passaram, muitos deles, hoje, referência da capoeira no Brasil e no mundo.

A cada ano, uma nova volta. A cada volta, esta exposição cresce junto. Porque o FIC é a prova de que a capoeira está viva e roda não termina.

Seção 1

O convite (1996)

Toda roda começa com um chamado, um convite. Esta seção mostra o gesto fundador: a ideia simples e poderosa de reunir a capoeira inteira num mesmo espaço, sem bandeira e sem barreira.

Legenda

O primeiro chamado, 1996. Vídeo. Acervo ODC.

Seção 2

Um território em comum

O que faz do FIC um festival raro não é o tamanho: a mistura. Grupos e gerações diferentes que jogam, cantam, aprendem e caminham juntos, encontrando no FIC um território em comum.

Legenda

Um território em comum, 2002–2009. Vídeo. Acervo ODC.

Seção 3

A roda cresce

Ano após ano, a roda foi ficando maior. De festival local a ponto de encontro internacional: todos os continentes já mandaram gente para jogar em solo mineiro.

Legenda

Solo mineiro, roda mundial, 2015–2024. Vídeo. Acervo ODC.

Seção 4

Rodas em palácios

Uma arte que já foi crime no Código Penal entrou, pela porta da frente, nos espaços mais simbólicos de Belo Horizonte. Um patrimônio da humanidade ocupa o Palácio da Liberdade e o Teatro Francisco Nunes.

Legenda

Rodas em palácios: Palácio da Liberdade e Teatro Francisco Nunes, 2025. Vídeo. Acervo ODC.

Seção 5

O convite que abre a roda

Cada edição deixou seu papel. Reunidos em ordem, os cartazes do FIC contam sozinhos a história de três décadas: o desenho muda, o festival cresce, o convite se renova.

Legenda

Trinta anos em cartaz, 1996, 1997, 2002, 2004, 2005, 2016, 2018, 2020, 2022, 2023, 2024, 2025, 2026. Vídeo. Grade cronológica com os treze cartazes localizados. Acervo ODC.

Seção 6

A roda continua

Esta é a parte da exposição que nunca fica pronta de propósito. Se você está lendo isto durante o FIC 2026, saiba: esta história está sendo escrita agora e cada novo encontro passa a fazer parte dela.

Porque no FIC a palma segue, o canto ecoa, a ginga não para.

Legenda

Preparando a trigésima roda, 2026. Vídeo. Acervo ODC.

Créditos da exposição

Direção geral e acervo
Mestre Ray
Curadoria
Priscilla Maximo
Catalogação
Priscilla Pereira Gonçalves
Design e layout da exposição
N'yambo Jambari (Maná)
Desenvolvimento do site
N'yambo Jambari (Maná)
Digitalização
N'yambo Jambari, Priscilla Pereira Gonçalves
Edição de vídeo
Ian